terça-feira, 18 de agosto de 2009

JESUS, O CULTO E A RELIGIÃO QUE NÃO FAZ BEM.


Mensagens Bíblicas no Ev. de Marcos.

Marcos 3:1-6


Introdução:


alguma vez você já pensou se Jesus Cristo entrasse em nosso culto em forma corpórea para cultuar conosco? O que ele encontraria? O que acharia da forma de nosso culto? liturgia, músicas, mensagens etc... Confesso que como Pastor tenho me preocupado com isso. Porque em muitas situações tenho ouvido algumas questões como esta: ah! O culto hoje não foi tão bom assim.... faltou louvor...a palavra foi fraca, e assim por diante. No entanto não vejo como saber se o culto foi ou não uma bênção a não ser sabendo daquele que é o alvo do nosso culto. O próprio Deus. Mas com todas as indagações já feitas nada melhor do que ter a resposta na própria Bíblia.

Transição:


e é sobre isso que o texto do evangelista Marcos fala hoje. Jesus entra na sinagoga, lugar de culto. E se queremos saber como é que o Senhor olha para a nossa Igreja. O que lhe importa e a realidade do culto precisamos analisar à luz da Bíblia como Jesus se comportava quando ele mesmo estava presente para cultuar. O texto nos diz que Jesus entrou na sinagoga, e logo ao entrar ele se depara com um homem que estava com uma de suas mãos ressequida. E ao olhar para aquele quadro Jesus resolve indagar os religiosos presentes sobre o que realmente era importante para eles, o dia, ou as pessoas que precisavam serem libertas de todos os males. E o que se segue após isso, é um homem curado, líderes com aborrecidos em suas crenças, e Jesus correndo o risco de morte. Dentro desse quadro nós podemos tirar algumas lições a respeito dos nossos cultos e de qual é na verdade o interesse de Cristo quando nos reunimos. Porque pode haver diferenças no que realmente importa em um culto; como diz Willian Barclay: “para o fariseu, a religião era um ritual que consistia em obedecer a certas leis e normas, para Jesus, era servir a Deus e ao próximo” . Então o que podemos aprender sobre o culto?

I) A vida cristã e o culto é mais que oba-oba, ou conto de fadas, é viver a realidade da vida. (1-4).


- E a realidade daquele culto era, que no meio daquele ritual religioso havia um homem que estava com problemas em seu físico. Uma de suas mãos estava seca.
- Quantas vezes eu entrei em cultos que eram verdadeiras festas ( como de fato deveria ser), mas que era pregado e cantado como se tudo na vida deveria ser como um mar de rosas.
- Crente não tem problemas, se tem é falta de espiritualidade! Quem serve a Deus não tem falta de nada! Pelo contrário tem em abastança!
- E a Igreja cheia de gente seca, mirrada pela vida esperando uma solução para os seus problemas.
- Aquele homem possivelmente foi levado até a sinagoga pelos próprios fariseus, com o objetivo de ser acusado.
- Nosso culto deve ser uma festa sim, mas também deve oferecer acolhimento cura e assistência aos mirrados que entram na casa do Senhor. Gente com todos os tipos de mazelas, mas que ainda esperam um milagre acontecer em sua vida, e com certeza poderão encontrar em nossas reuniões a solução para o seu problema.
- A realidade está aí, mais do que o oba-oba cristão. E cabe a nós ao entrarmos no culto, assim como Jesus aproveitar o tempo, seja ele qual for para levar a cura e a salvação para as pessoas. Se não for assim seremos como os fariseus como diz Willian Hendriksen: “os fariseus estavam valorizando muito mais os rituais criados pelos rabinos do que a ordem divina de amar e zelar pelo bem estar do próximo”.

II) A pior coisa que pode acontecer na Igreja é a indiferença. (5).

- O que é diferente do que só ver a Igreja como um lugar de pessoas que sempre estão bem, é estar dentro da Igreja e ver as pessoas sofrendo, saber que existe o sofrimento e não se condoer com isso.
- Isso se chama indiferença.
- Existem aqueles que pregam que não podemos adoecer, passar necessidades e por isso as pessoas crêem assim.
- Mas existem aqueles que não foram ensinados dessa maneira, sabe da importância que essas pessoas dão ao culto e do desejo de serem curadas e mesmo assim fingem que não é problema delas.
- Deus é Deus pessoas e não de tradições engenhosamente fabricadas pelos homens. Temos que entender que o melhor tempo para socorrer alguém é quando ele está passando por uma necessidade.
- Lembro-me de uma ilustração que foi aplicada em uma de nossas Escolas Bíblicas, onde o professor começou a falar sobre o que a Igreja faria se um homem que perseguiu cristãos e os matou, foi preso varas vezes, organizou e conspirou para acabar com o cristianismo e tantas outras coisas entrasse na Igreja. Muitas pessoas disseram, eu sairia correndo, outro, eu diria que sou visitante... e assim por diante, quando o professor disse que este era o Apóstolo Paulo, logo o sentimento de vergonha se apossou de alguns.
- A verdade é que a Igreja está inserida em uma sociedade que tem sérios problemas em diversas áreas e por isso devemos como Cristo oferecer-nos em nossos cultos à Deus para que naquele momento sejamos usados e ousados para levar salvação e cura aqueles que realmente precisam.

- Certa feita um jornalista de Nova York- trajando um elegante terno com colete e acompanhado por um câmera- confrontou Madre Tereza de Caucutá com uma série de perguntas. Por que ela gastava seus recursos limitados com pessoas para as quais não havia mais esperança? Por que não cuidava de pessoas com possibilidade de reabilitação? Qual era a média de casos bem-sucedidos apresentada por seu hospital, uma vez que a maioria dos pacientes era de castas inferiores já quase morrendo e que de fato morriam após alguns dias ou semanas? Madre Tereza olhava para o jornalista em silêncio, absorvendo todas as perguntas, tentando descobrir por trás daquela fachada de repórter de sucesso que tipo de homem faria tais perguntas. Por não ter respostas que o satisfizessem, ela disse meigamente: Essas pessoas tem sido tratadas a vida inteira como cães. A maior enfermidade delas é saber que são desprezadas. Será que elas não tem o direito de morrer como anjos?

(A resposta de Madre Tereza- Por Philip Yancey).

- Gosto da oração se São Francisco de Assis e acho que ela serve para todos aqueles que querem vencer a indiferença e ser instrumento de Deus em sua obra.

Senhor
Faze de mim um instrumento de tua paz
Onde houver ódio, que eu leve amor
Onde houver desespero, que eu leve esperança.
Onde houver tristeza que eu leve alegria.
Onde houver trevas, que eu leve luz.
Ó Divino mestre, permita que eu procure mais consolar, que ser consolado.
Amar que ser amado.
Pois é dando que recebemos, é perdoando que somos perdoados, e é morrendo que nascemos,
Para a vida eterna.


(São Francisco de Assis).

III) Há pessoas que entram na casa de Deus e são curadas, outras porém, saem piores do que entram. (6).

- É difícil de entendermos isso, mas é uma realidade: nem todo mundo que vai à igreja, ao culto sai melhor.
- Parece uma incoerência, mas o texto diz que os fariseus estavam no culto, viram Jesus operar um milagre na vida de um homem e o sentimento que surgiu no coração deles não foi de alegria, de glorificação, mas de ódio.
- Adolf Pohl diz que ao serem indagados “eles não conseguem abrir a boca, depois não querem e,por fim eles a mantém fechada com raiva”. Tratava-se de um processo de endurecimento do coração.
- O sábado dos fariseus não tem mais poder de curar, mas de matar, ferir com palavras e tramar o mau. Ao ponto de se unirem, fariseus, escribas e herodianos para tramarem a morte de Jesus. Vale lembrar que fariseus e herodianos não tinham nada em comum até Jesus ameaça-los.
- Há sim possibilidade de pessoas entrarem em nossas igrejas e não serem transformados pelo poder da palavra, ou curados pelo poder da fé. Pelo contrário, saírem enraivecidos, cauterizados em suas mentes e buscando o mau para o povo de Deus.
- Isso tem acontecido e sempre vai acontecer, porque procede do desejo de cada coração e da escolha que fazemos diante de Deus.
- Nem todos podem entrar no céu. Não porque lhe é vedado esse direito, mas porque cada pessoa tem escolhido o seu caminho. E nem sempre este é o que leva pra vida.
- É o caso dos fariseus.
- Eles sempre estarão em nosso meio. Cabe a nós decidirmos a quem queremos seguir. A Jesus e sua voz meiga procurando salvar a todos, ou aos fariseus de coração endurecidos propagando a morte e não a vida.

Conclusão:


Independente do resultado final, vale a oração do Servo de Cristo que diz:


Senhor renuncio o meu desejo de receber elogios humanos, de contar com a aprovação de todos, de sentir necessidade de elogios públicos, para somente adora-lo e ouvi-lo dizer em sussurros:

muito bem, meu servo bom e fiel!!

Pr. Fábio Ramos

IPR- de Marília-SP





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