sábado, 27 de fevereiro de 2016

RECONSTRUINDO AS SOBRE BASES DO PASSADO


ESDRAS 3. 

Não é engraçado que uma situação que nos faz sorrir pode fazer outro chorar? Acredito que tudo está ligado a motivação que nos cerca. Afinal, a chuva que alegra o agricultor entristece o pescador. Já ouviu isso? Pois é. Essa situação é que encontramos no terceiro capítulo de Esdras. O texto diz que o povo está reunido. Imagine a quantidade de gente. A citação é que todos se reuniram em Jerusalém como se fosse um só homem! Se você tiver um tempinho, faça as contas dos que estavam lá no segundo capítulo de Esdras. É uma senhora multidão. E como diz o texto, no segundo ano eles começaram a lançar os alicerces do templo. Havia louvores, muitos cantores cantando alternadamente: Ele é bom! E sua misericórdia dura para sempre!!! Que lindo deve ter sido essa cena. Que alegria! Mas diz o texto, que os cabeças das tribos. Os idosos que viram a glória da primeira casa. Ao verem os alicerces lançados e comparando com o que viram no passado choravam em alta voz. De maneira que não conseguia-se distinguir o choro, dos gritos de alegria. Aqui aprendemos algumas lições importantes pra nossa vida que valem ser lembradas: 

A primeira lição é que NÃO SABER VIVER A REALIDADE PRESENTE PODE TRAZER TRISTEZA: 
-Pois ficamos presos num passado que não pode mais voltar. Muitas pessoas hoje não são plenamente felizes porque vivem a estação errada da vida. Nos tempos de alegria, nas reuniões de celebração, lembram-se do passado que viveu e de alguma forma não conseguem celebrar o presente. Aqueles anciãos viram o templo construído por Salomão. Que esplendor! Mas, aquele templo não era mais realidade e eles não conseguiram entender que aquele reinício era um presente de Deus para um recomeço, uma nova história. 

Mas esse texto também nos ensina que: NÃO RECONHECER A HISTÓRIA NOS LEVA A NÃO VALORIZARMOS OS FUNDAMENTOS LEVANTADOS NO PASSADO, NOS FAZENDO RETORNAR AOS MESMOS ERROS QUE UM DIA COMETEMOS:  

Imagino a alegria daqueles jovens levitas cantando ao Senhor pelo humilde fundamento. Era humilde de o início. Era comparado a quase nada perto do que antes havia sido edificado por Salomão. A alegria pode tomar conta do nosso coração por qualquer acontecimento. E o deles era ver o recomeço. Mas, se não temos raízes, estrutura, para entendermos os motivos que estão nos levando a reconstruir, podemos retornar a mesma história de ruínas que nossos antepassados tiveram. Diz-se que um povo que não conhece a sua história está fadado ao fracasso. Acredito nisso também. Esse povo não imagina que apesar da alegria do momento, um dia, muitos procurarão aquele templo e não encontrarão nada mais de Deus nele. Ao ponto de João Batista ter que ir ao deserto para ser voz de profética. Filipe ter que ir correndo pelo caminho para falar a um etíope sedento. E o próprio Jesus ter que sair virando mesas por causa do comércio no templo. Ou seja, a história é cíclica. Principalmente quando se trata de fracassos. O que fazer então? Creio que precisamos aprender a celebrar nossas pequenas vitórias mantendo nossos olhos no alicerce do passado. Celebrando nossas vitórias, mas andando de joelhos para que nosso presente e futuro seja cheio de conquistas maduras. Bom Dia!  

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